nem sou destas coisas, mas…

“Você está fora da prisão, fora da gaiola; pode abrir as asas e o céu inteiro é seu. Todas as estrelas e a lua e o sol, pertencem a você. Você pode desaparecer no azul do além… Basta desfazer-se do apego a essa gaiola. Saia dela, e o céu inteiro será seu.
Abra as suas asas e voe passando à frente do sol, como uma águia.

No céu interior, no mundo interior, a liberdade é o valor mais alto — tudo o mais é secundário, inclusive a bem-aventurança, o êxtase. Existem milhares de flores, elas são incontáveis, mas todas elas só se tornam possíveis em clima de liberdade.

Osho Christianity, the Deadliest Poison and Zen… Chapter 6

Comentário:

O pássaro retratado nesta carta está olhando para fora, do que parece ser uma gaiola. Não há porta; na verdade, as barras estão desaparecendo. As grades eram uma ilusão, e esta avezinha está sendo atraída pela graça, pela liberdade e pelo encorajamento das outras. Ela está abrindo suas asas, pronta para alçar vôo pela primeira vez.
O surgimento de uma nova compreensão — o de que a gaiola sempre esteve aberta e o céu sempre esteve ali para que nós o explorássemos — pode fazer com que nos sintamos um pouco abalados de início. Está bem, e é natural sentir-se chocado, mas não deixe que isso desperdice a oportunidade para vivenciar a leveza de coração e a aventura que lhe estão sendo oferecidas ali mesmo, junto com a sensação de abalo.
Deixe-se levar pela delicadeza e gentileza desse momento. Sinta o bater de asas dentro de você. Abra as asas e seja livre.”

(aqui)

E não é que…é assim mesmo que me sinto?!

Como alguém diz…Sinistro! 

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4 Responses to “nem sou destas coisas, mas…”


  1. 1 João Lima December 3, 2007 at 9:35 am

    Há poucos dias escrevi no meu blog este texto…

    “- Há quanto tempo não te sentas num banco de jardim e vês as pessoas passar?
    – Desde que deixei de ir ao jardim.
    – Deixaste?
    – Deixei. É o tempo. Uma perdição que me consome.
    – E as pessoas, deram pela tua falta? Aquelas que passavam e admiravam o teu velho corpo sentado, de livro na mão, simplesmente a ler e a olhar quem passava, incógnito, indiferente…
    – Creio que não. Ficou lá o banco e talvez seja isso o mais importante para toda a gente. A ideia que ficou alguma coisa para dizerem que foi ali que um dia se sentava um homem que lia.
    – Uma memória, então?
    – Não. Uma loucura.”

  2. 2 Ana Luísa Santos December 3, 2007 at 2:08 pm

    Olá Olga,

    Não é que fui à hiperligação experimentar o que diriam as cartas para mim? Eu, ao contrário de ti, adoro estas coisas… sinto uma atreacção especial por elas…
    O que li tb foi exactamente o que estou a sentir… o poder que a felicidade, o riso e a partilha comum têm de bom na nossa vida, e quanto nos enriquecem… è bom ouvirmos o que sentimos e partilhar isso com o mundo 🙂

    jokitas
    Ana Luísa Santos

  3. 3 Vânia Coutinho December 3, 2007 at 10:11 pm

    Olá!

    Bem, eu não sou uma apaixonada por estas coisas, mas tenho sempre uma certa curiosidade… vai daí, também lá fui espreitar. Não posso dizer que o que li é exactamente o que estou a sentir, mas é, de facto, algo que se relaciona comigo, algo sobre o qual reflicto muitas vezes.

    Zen Tarot Card
    Controle

    Pessoas controladas estão sempre nervosas porque lá no fundo, o tumulto ainda está escondido. Se você não é controlado, mas é “solto”, vivo, então não é nervoso. Não há motivo para estar nervoso — o que quer que aconteça, acontece. Você não tem expectativas para o futuro, não está representando. Então, por que deveria ficar nervoso?

    Para conseguir controlar a mente, a pessoa precisa ficar tão fria, gelada, que nenhuma energia vital é permitido entrar nos seus membros, no seu corpo. Se essa energia tiver permissão para se mover, essas repressões virão à superfície. Por isso é que as pessoas aprenderam a manter-se frias, a tocar os outros sem de fato tocá-los, a ver as pessoas e, contudo não enxergá-las. Vivemos com frases feitas — “Olá, como vai?” Ninguém quer dizer nada com isso. Essas frases são justamente para evitar o encontro real entre duas pessoas. As pessoas não se olham nos olhos, não se seguram às mãos, não procuram sentir a energia umas das outras, não se permitem o extravasamento de emoções — muito amedrontadas, dando apenas um jeito de ir levando as coisas, frias e mortas, dentro de uma camisa-de-força.

    Osho Dang Dang Doko Dang Chapter 5

    Comentário:

    Existe um tempo e um lugar para o controle, mas se nós o colocamos presidindo as nossas vidas, acabamos totalmente enrijecidos. A figura desta carta apresenta-se encaixada nos ângulos das formas piramidais que a circundam. A luz pisca e reflete nas superfícies brilhantes da pirâmide, mas não penetra. É como se o personagem estivesse quase mumificado no interior dessa estrutura que construiu em volta de si mesmo. Os punhos estão crispados e o seu olhar é vazio, quase cego. A parte inferior do seu corpo, abaixo da mesa, é uma ponta de faca, um fio cortante que divide e separa.
    O seu mundo é organizado e perfeito, mas não é vivo — ele não pode permitir que nenhuma espontaneidade ou vulnerabilidade penetre ali.
    A figura do Rei das Nuvens é um lembrete para que tomemos uma respiração profunda, afrouxemos a gravata e passemos a cuidar das coisas com calma. Se houver enganos, tudo bem. Se as coisas ficarem um pouco fora de controle, isso é com certeza exatamente o que o médico prescreveu. Há muito, muito mais na vida do que estar “no controle das coisas”.

    Para terminar, digo apenas: equilíbrio.

  4. 4 Olga December 3, 2007 at 11:17 pm

    nós não acreditamos, não ligamos…mas a curiosidade não nos deixa deixar de espreitar 😀

    e é sempre curioso como nos conseguimos rever no que lêmos…


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